A intervenção do especialista americano incidiu sobre a importância qualidade de vida, tendo por isso defendido a importância do seu reconhecimento enquanto endpoint major nos doentes com IC. Referindo-se à carboximaltose férrica como exemplo, o Prof. Javed Butler salientou que “mostrou melhorar a qualidade de vida e capacidade funcional, aumentando o desempenho no 6M walking test”.
Acrescentou ainda que “por este motivo e devido à eficácia da carboximaltose férrica na redução das hospitalizações no doente com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e deficiência de ferro, comprovada no ensaio AFFIRM-HF, e da segurança demonstrada neste e noutros ensaios”. Perante estes dados, o especialista é da opinião que a carboximaltose férrica deveria ter uma recomendação classe I em relação à qualidade de vida do doente com insuficiência cardíaca, além da recomendação classe IIa nas guidelines.
No entanto, estes dados podem vir a fazer parte das próximas recomendações internacionais, indica o especialista, uma vez que a qualidade de vida é, cada vez mais, um parâmetro com importância para as agências regulamentares do medicamento, “que podem concordar com a aprovação dos scores que avaliam a qualidade de vida como endpoints”, reiterou.
A sua intervenção pode ser resumida nas seguintes take home-messages:
- A qualidade de vida e/ou capacidade funcional são significativamente prejudicados com a insuficiência cardíaca;
- As guidelines podem vir a considerar recomendações específicas do efeito das várias terapêuticas na qualidade de vida/capacidade funcional;
- As guidelines podem vir a considerar diferentes graus de recomendação para mortalidade/morbilidade assim como de recomendações de outcomes de estado de saúde.


