O estudo DIAMOND teve como objetivo avaliar a eficácia do patirómero versus placebo em doentes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e o historial de hipercaliemia, tendo como endpoint primário os níveis médios ajustados de potássio”, começou por notar o Prof. Doutor Stefan Anker, diretor do Departamento de Cardiologia da Universidade de Berlim, Alemanha.
Apresentando o desenho do estudo, “os doentes com ICFEr e hipercaliemia foram randomizados para patirómero versus placebo. Antes da aleatorização, os doentes elegíveis tiveram uma fase de run-in durante a qual foi iniciado o patirómero, assim como a terapêutica RAASI iniciada ou otimizada. Após a fase de run-in, os doentes foram aleatorizados para continuar o patirómero ou interromper esta terapêutica”, explicou o palestrante.
Quanto às conclusões do estudo DIAMOND, o Prof. Doutor Stefan Anker adiantou que:
- A maioria dos doentes com ICFEr e hipercaliemia associada ao uso de RAASi, podem alcançar doses ótimas de RAASi, incluindo antagonistas dos recetores mineralocorticoides quando tratados com patirómero, mantendo níveis normais de potássio;
- O patirómero manteve os níveis de potássio reduzidos durante o estudo;
- O patirómero esteve associado a uma redução na incidência de hipercaliemia a uma maior taxa de doentes que mantiveram terapêutica ARA II nas doses ótimas;
- O patirómero conseguiu a uma redução de 35 % no risco relativo do número total de eventos de hipercaliemia.


