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Patirómero reduz em 35 % o risco relativo ao total de eventos de hipercaliemia associada ao uso de RAASI, demonstra estudo DIAMOND

23 maio 2022

“Late-Breaking Trials Pharmacological treatment I” foi a sessão mais assistida na manhã do dia 22 de maio, no Heart Failure 2022. Uma das palestras ficou a cargo do Prof. Doutor Stefan Anker, um dos investigadores do estudo DIAMOND, intitulada “Patiromer for The Management of Hyperkalemia in Subjects Receiving RAAS-inhibitors for Heart Failure with reduced Ejection Fraction.”

O estudo DIAMOND teve como objetivo avaliar a eficácia do patirómero versus placebo em doentes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e o historial de hipercaliemia, tendo como endpoint primário os níveis médios ajustados de potássio”, começou por notar o Prof. Doutor Stefan Anker, diretor do Departamento de Cardiologia da Universidade de Berlim, Alemanha.

Apresentando o desenho do estudo, “os doentes com ICFEr e hipercaliemia foram randomizados para patirómero versus placebo. Antes da aleatorização, os doentes elegíveis tiveram uma fase de run-in durante a qual foi iniciado o patirómero, assim como a terapêutica RAASI iniciada ou otimizada. Após a fase de run-in, os doentes foram aleatorizados para continuar o patirómero ou interromper esta terapêutica”, explicou o palestrante.

Quanto às conclusões do estudo DIAMOND, o Prof. Doutor Stefan Anker adiantou que:

  • A maioria dos doentes com ICFEr e hipercaliemia associada ao uso de RAASi, podem alcançar doses ótimas de RAASi, incluindo antagonistas dos recetores mineralocorticoides quando tratados com patirómero, mantendo níveis normais de potássio;
  • O patirómero manteve os níveis de potássio reduzidos durante o estudo;
  • O patirómero esteve associado a uma redução na incidência de hipercaliemia a uma maior taxa de doentes que mantiveram terapêutica ARA II nas doses ótimas;
  • O patirómero conseguiu a uma redução de 35 % no risco relativo do número total de eventos de hipercaliemia.

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