Segundo a Prof.ª Doutora Cândida Fonseca, “o trabalho desenvolvido pela Unidade de Insuficiência Cardíaca do Hospital São Francisco Xavier surge na sequência do conhecido estudo da ferropenia na insuficiência cardíaca aguda, o AFFIRM-AHF que, por sua vez, concluiu que é seguro e importante corrigir a ferropenia após estabilização de um evento de IC aguda”.
“Porém”, elucidou, o trabalho veio esclarecer quando deve ser determinada a cinética do ferro e se a sobrecarga hídrica, principal causa de descompensação nestes doentes, interfere na quantificação da ferritina”.
“Nalguns casos, pode, de facto, haver alguma diferença nos valores da ferritina devido à sobrecarga hídrica, mas sem impacto na decisão clínica sobre a reposição de ferro com carboximaltose férrica”, notou a cardiologista. “Contudo,” ressalvou, “ por uma questão de prudência, decidiu-se protelar a avaliação do ferro em hipervolemia para o momento de pré-alta, quando o doente está em euvolemia e repor o ferro nesta altura, se for preciso.”


