Entrevistas

Ferropenia: uma comorbilidade prevalente na IC "que é preciso sensibilizar e tratar”

24 maio 2022

No rescaldo da sessão “Implementing guidelines along the patient's journey: iron deficiency and disease burden in patients with heart failure”, a Dr.ª Catarina Gomes, cardiologista e responsável pela Consulta de Insuficiência Cardíaca do Centro Hospitalar Universitário do Porto, em conversa com a My Cardiologia, partilhou a sua experiência no rastreio e tratamento da deficiência de ferro, tema em destaque nesta sessão.

Em relação ao tema abordado na sessão, a Dr.ª Catarina Gomes considerou-o “de grande importância dada elevada prevalência conhecida da deficiência de ferro e do seu impacto funcional nos doentes com insuficiência cardíaca”.

“Felizmente temos um tratamento muito eficaz para esta patologia, a carboximaltose férrica que mostrou em vários ensaios clínicos, com destaque para o AFFIRM-AHF, ser segura e eficaz a melhorar a capacidade funcional e a reduzir a taxa de hospitalizações por insuficiência cardíaca”.

Na vida real, a Dr.ª Catarina Gomes explicou que, “na maioria das instituições de saúde, é preciso sensibilizar para esta patologia e para o seu tratamento com carboximaltose férrica”, mas na sua prática clínica, “quer na consulta de insuficiência cardíaca, quer no internamento, os doentes com IC seguem todos um protocolo de rastreio e tratamento, permitindo controlar a situação”.

Quanto ao protocolo de seguimento preconizado, a cardiologista explicou que “consiste num rastreio na primeira consulta, tratando logo com carboximaltose férrica se for diagnosticada a deficiência de ferro, voltando-se a testar aos seis meses.”

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