A Prof.ª Doutora Ewa A. Jankowska introduziu a sua apresentação “Targeting iron deficiency in heart failure”, realçando que “a ferropenia é a comorbilidade mais prevalente na IC, sobretudo após um evento de descompensação, sendo uma comorbilidade independente da anemia.”
“Com efeito”, reiterou, “a ferropenia está associada a piores outcomes clínicos versus anemia.” Do ponto de vista fisiopatológico, a preletora lembrou que, além de envolvido na eritropoiese, o ferro é necessário para o funcionamento das mitocôndrias e consequente produção de energia, logo a ferropenia vai prejudicar os órgãos que requerem maior demanda de energia, em particular, o coração. Isto vai contribuir para os sintomas de insuficiência cardíaca”.
Após uma breve revisão dos estudos da carboximaltose férrica no tratamento da ferropenia no doente com IC, a Prof.ª Doutora Ewa A. Jankowska concluiu que, “ao contrário da suplementação oral de ferro, a carboximaltose férrica administrada por via intravenosa foi capaz de normalizar os níveis de ferritina e da taxa de saturação da transferrina, traduzindo-se clinicamente na melhoria de sintomas e capacidade funcional.”
Adicionalmente acrescentou que, “o estudo AFFIRM-AHF mostrou que a carboximaltose férrica administrada numa população de doentes com ICFEr, após um episódio de descompensação, reduziu a taxa de re-hospitalizações, melhorou a qualidade de vida dos doentes, sendo por isso um tratamento custo-efetivo.”
Finalmente, a Prof.ª Doutora Ewa A. Jankowska enfatizou que, “apesar do conhecimento da elevada prevalência e relevância clínica da ferropenia e da eficácia e segurança da carboximaltose férrica, a ferropenia mantém-se um problema ainda muito negligenciado e subtratado.”


