Começando por recordar que “a terapêutica para a ICFEr baseia-se na modulação do eixo renina-angiotensina-aldosterona, pelo que a terapêutica com RAASi é fundamental no controlo da doença”, acrescentou que “com o envelhecimento da população e aumento da prevalência de comorbilidades e síndromes cardiorrenais, a hipercaliemia torna-se um fator limitante na gestão da terapêutica nestes doentes.”
Debruçando-se sobre a abordagem praticada até recentemente, a Dr.ª Fátima Franco explicou que “consistia na suspensão ou redução da dose de RAASi”. “Porém”, assinalou também que, “atualmente, já dispomos de um fármaco aprovado em Portugal, que permite manter a terapêutica RAASi, considerada nuclear e modificadora de prognóstico, evitando a hipercaliemia: o patirómero”.
Segundo a Dr.ª Fátima Franco, “isto ficou claramente demonstrado no estudo DIAMOND, onde o tratamento de doentes com ICFEr e hipercaliemia associada ao uso de RAASi com patirómero reduziu significativamente o risco de eventos de hipercaliemia versus placebo”.
Na visão da Dr.ª Fátima Franco “o tratamento da hipercaliemia associada ao uso de RAASI com o patirómero representa uma mudança de paradigma e uma melhoria do prognóstico dos doentes com ICFEr”.


