O Prof. Doutor Andrew Coats introduziu a sua apresentação “Importance and challenges to achieving GDMT in HF”, reforçando “a necessidade de cumprir a terapêutica para a IC de acordo o que está preconizado nas guidelines”. A sua sessão pode resumir-se nas seguintes take-home messages:
- As atuais guidelines preconizam as quatro classes de RAASi (iECA, ARNi, ARA II e MRA) como terapêutica nuclear para o tratamento da ICFEr;
- Contudo, inerente ao seu mecanismo de ação os RAASi, tem associado um efeito off-target comum: um risco aumentado de hipercaliemia;
- Os doentes com IC, já se encontram num risco elevado de hipercaliemia independente do uso de RAASi que fica exacerbado com o uso de RAASi;
- Os eventos de hipercaliemia estão associados a um aumento, a curto prazo, do risco de piores outcomes cardiorrenais adversos e de hospitalizações, os quais são mais marcados nos doentes com IC;
- Estes riscos, exacerbados pelo uso de RAASI nos doentes com ICFEr, são a principal razão pela qual os doentes com ICFEr não alcançam as doses ótimas de RAASi ou descontinuam esta terapêutica;
- A descontinuação ou o tratamento com RAASI em doses inferiores à dose máxima tolerada pelo doente impede-o de gozar dos seus benefícios, nomeadamente a redução da mortalidade cardiovascular e de hospitalização por IC;
- O clínico que acompanha o doente com ICFEr depara-se frequentemente com este aparente dilema: reduzir/descontinuar a terapêutica RAASi para reduzir o risco de hipercaliemia ou manter a terapêutica RAASi nas doses máximas toleradas e, implicitamente, o risco aumentado de hipercaliemia;
- Este aparente dilema tem uma solução prática e segura: a introdução de um dos novos captadores de potássio, como o patirómero, que estão aprovados para o tratamento da hipercaliemia e têm melhor perfil de tolerabilidade do que os primeiros fármacos desta classe.


