Começando por vincar o papel da terapêutica RAASI enquanto terapêutica nuclear na IC, o Prof. Doutor Javed Butler referiu que “não há qualquer controvérsia em relação ao papel destas terapêuticas no tratamento de doenças cardiorrenais, incluindo ICFEr.” No entanto, “todos os RAASi estão associados a um risco aumentado de hipercaliemia em doentes que já s encontram com este risco elevado devido a outros fatores, nomeadamente ambientais ou fisiológicos”.
“Os clínicos que tratam os doentes com IC deparam-se com este aparente dilema: prescrever RAASI e aceitar a presença de hipercaliemia ou descontinuar/reduzir a dose de RAASi e perder os seus benefícios nos outcomes clínicos?”, alertou o especialista.
Das soluções para contornar este problema, o Prof. Doutor Javed Butler clarificou que “a única viável a longo prazo é a administração de captadores de potássio, como o patirómero, já que um corpo crescente de evidências indica que estes agentes são eficazes, seguros e bem tolerados, quando administrados durante pelo menos um ano”.
“Acresce que as respostas a estes fármacos são dose-dependente, as interações medicamentosas são manuseáveis, os riscos de hipocaliemia são baixos, mas o risco de hipercaliemia, quando são interrompidos, é significativo”, adicionou.
Referindo-se ao patirómero em particular, o Prof. Javed Butler apontou “que foi mostrado no estudo DIAMOND que, quando administrado por doentes com ICFEr e hipercaliemia, foi capaz de manter níveis mais baixos de potássio sérico e foi associado a uma menor incidência de hipercaliemia grave (K+>5,5 mEq/L) versus placebo. O estudo demonstrou ainda que o patirómero permitiu que 85 % dos tivesse as doses de RAASi otimizadas de acordo com as guidelines”.
Por fim, o Prof. Doutor Javed Butler dedicou umas palavras à hipocaliemia, (K+ < 3.5 mEq/L), “que pode ser facilmente resolvida com a suspensão de diuréticos thiazide-like e titulação das doses de antagonistas dos recetores mineralocorticoides”.


