Referindo-se ao tema da sessão, a Prof.ª Doutora Cristina Gavina considera que “a ferropenia afeta cerca de metade dos doentes com IC têm ferropenia e, por isso, é preciso uma atenção reforçada para esta realidade”.
Já no contexto hospitalar, “deve verificar-se oportunamente se os doentes com IC internados sofrem ou não de ferropenia e, se esta carência se confirmar, avançar com a reposição adequada com carboximaltose férrica ainda durante o internamento”.
No entanto, na prática clínica, esta análise não se realiza regularmente: “Infelizmente, foi divulgado que apenas um quarto dos doentes elegíveis para fazer rastreio da ferropenia são diagnosticados e, destes, só um quarto são tratados”, alertou.
Neste sentido, a pesquisa da ferropenia “deve ser feita de forma sistemática independentemente da presença de anemia nos doentes com ICFEr e, neste momento, também aguardamos com expectativa pelos resultados nos doentes com ICFEp”, prosseguiu.
Concretizando em relação a esta análise, detalhou que, “se forem avaliados todos os parâmetros — ferro, ferritina e taxa de saturação da transferrina —, se percebe facilmente se o doente tem ferropenia”.
Em relação à terapêutica, referiu que “a melhor opção para a correção da ferropenia, conforme está preconizado nas guidelines, é a carboximaltose férrica, já que os dados de ensaios aleatorizados mostraram eficácia, segurança e tolerabilidade neste tratamento e a sua administração pode ser feita em qualquer hospital”. "As guidelines são muito claras, deve-se rastrear a deficiência de ferro periodicamente e tratar com carboximaltose férrica de forma a reduzir hospitalizações e melhorar a qualidade de vida", acrescentou.
Salientou também que “esta oportunidade está acessível a todos os clínicos, independentemente da instituição onde trabalha”.
Por fim, a Prof.ª Doutora Cristina Gavina completou a sua perspetiva acrescentando que “esta medida tem um impacto, quer na melhoria da qualidade de vida do doente, quer na evicção de reinternamentos, o que interessa aos doentes, mas também aos médicos”, notou.


